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Quando você vê aquela cena linda de uma mãe amamentando seu bebê em uma bela poltrona, com um sorriso estampado no rosto, transmitindo a maior tranquilidade do mundo, a impressão é de que o aleitamento é algo simples e totalmente natural e intuitivo. Como um talento nato das mulheres. O que quase ninguém conta é que, não, nem sempre funciona assim. Felizmente, os problemas na amamentação não são inéditos e reunimos os percalços mais comuns da amamentação e conversamos com especialistas – e mães! – para ajudar a solucioná-los:

Dor

Amamentar pode doer, sim. E por vários motivos, que vão dos bicos rachados aos seios muito cheios. O ingurgitamento mamário, que é o acúmulo de leite nas mamas, acontece, normalmente, na época da apojadura – que é a descida do leite – pode até evoluir para uma mastite. A pega adequada é o segredo do sucesso. Para a pega correta, o ideal é que o bebê tenha a boca bem aberta e que o mamilo seja direcionado em direção ao céu da boca dele. A criança deve ser incentivada a pegar mais a parte de baixo da aréola do que a de cima. Isso, associado a um bom fluxo de leite, proporciona  que o bebê faça sucções efetivas, ou seja, que ele consiga retirar uma quantidade de leite adequada. A mamada também se torna mais confortável. O bebê abocanhar penas o bico do seio é outra causa de sofrimento comum.

Mas e quando os seios estão rachados e doloridos, o que fazer? A principal atitude quando as mamas ficam feridas é avaliar o motivo que levou isso a acontecer e ajustar a pega o mais rápido possível. 

Mamas muito cheias também causam dor e prejudicam a pega do bebê, podendo levar ao aparecimento das fissuras. Caso isso acontecer é recomendado que a mãe realize a ordenha de alívio. Massageando as mamas e retirando um pouco do leite, para que elas continuem cheias, mas mais macias. Isso permitirá que a pega aconteça de maneira correta, com consequente eficiência na mamada, sem dor e com esvaziamento adequado dos seios.

Pouco leite

A sensação de pouco leite é a principal causa de desmame precoce no mundo. Há algumas situações específicas em que a produção insuficiente de leite pode acontecer, como, por exemplo, a hipoplasia mamária, que é uma condição anatômica, vinda de uma malformação congênita em que a mama não conseguiu se desenvolver adequadamente ou a cirurgia de mamoplastia redutora, quando há remoção de tecido mamário, que impacta diretamente na capacidade de produção de leite. 

Quando é identificada a diminuição da produção láctea é importante lembrarmos da principal regra da amamentação: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido. A mãe deverá passar a oferecer as mamas mais vezes, com intervalos mais curtos e pedir auxílio para seu pediatra e/ou consultor de amamentação para otimizar esse processo. A livre demanda é uma solução neste caso, pois ajuda a restabelecer o ritmo adequado, uma vez que o bebê estimula as glândulas mamárias inúmeras vezes ao longo do dia.

Bico invertido

Ter o bico do seio voltado para dentro pode dificultar a pega. Nesses casos, o bebê não consegue sugar e puxa o seio com mais voracidade. A mãe, então, pode precisar de ajuda para conseguir “formar” o bico. O erro mais comum é recorrer deliberadamente, sem auxílio responsável de profissionais, às conchas e bicos de silicone, o que pode atrapalhar ainda mais o processo. 

Falta de informação e preparo

Ao longo dos 9 meses da gestação, não são todos os futuros pais se preparam para a amamentação. O parto parece algo mais urgente, e é justo, porém muitos perdem tempo e oportunidade de se informar, preocupando-se somente com o externo, como preparo de enxoval, quarto e reformas. E mesmo aqueles que buscam, muitas vezes, não sabem a quem recorrer, encontram orientações erradas, insuficientes, em desuso. Por isso, ter um consultor de amamentação ou um profissional especialista em aleitamento materno, é fundamental para a preparação da família na chegada de um bebê. Existem também diversos grupos de apoio à amamentação, seja on-line ou presenciais, basta buscá-los em sua rede de convívio.

Fonte: Revista Crescer

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